AQUI EU POSTO AS MINHAS REFLEXÕES, EXTRAÍDAS DOS ESTUDOS QUE FAÇO NOS ESCRITOS SAGRADOS SOB A DIREÇÃO DO SANTO ESPÍRITO DO SENHOR E TEM COMO OBJETIVO, ALÉM DE DIVULGAR A PALAVRA DE DEUS, ENALTECER A OBRA REDENTORA DE JESUS CRISTO E DESMASCARAR O INIMIGO DO SENHOR.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A FIGUEIRA BRAVA DE ZAQUEU



Chamam a atenção, algumas Passagens Bíblicas, onde particularidades presentes no conteúdo sagrado direcionam o estudo para a mensagem que está implícita no contexto examinado.

Penso que o ensino através de inúmeras parábolas, guarda como “pano de fundo” o propósito de fazer o Servo ingressar numa busca intensa às orientações do Senhor, oferecidas especificamente aos seus Discípulos.

Ensina nosso amado Mestre:


“E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? COMO, POIS, ENTENDEREIS TODAS AS PARÁBOLAS? Mr. 4.13.


“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.

E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?

Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; Mat. 13.9-11.


Notem que aqui o Senhor nos dá a idéia de que existem muitas e muitas parábolas e elas estão presentes não somente nos ensinos que se apresentam como uma figura, mas em muitas passagens bíblicas, que num primeiro exame não se mostram como tal. Ou seja:


1 - Muitas vezes o Senhor ensinando, falava através de Parábolas;

2 -Outras vezes, no próprio desempenho de atividades - cura de um cego, ressurreição de um morto, multiplicação dos pães, na Passagem de Zaqueu o Publicano, etc - existe além do ensino visível no conteúdo sagrado, outro ensino implícito, que aqui também chamamos de Parábola.


O SIGNIFICADO DE PARÁBOLA É: Narração alegórica que envolve algum preceito de moral, alguma verdade importante.

A advertência do Senhor em Mateus 13.9, surge como uma recomendação ao Servo dizendo: “Busque, que você encontrará”. Em seguida o Senhor explica que somente aos discípulos é dado conhecer os mistérios do reino dos céus.

Tenho encontrado essa realidade em alguns estudos que venho fazendo nos Escritos Sagrados, e um deles se refere à passagem de ZAQUEU O PUBLICANO registrada em LC 19.1-9, conforme abaixo:


E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.

E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico.

E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.

E, correndo adiante, subiu a uma Figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali.

E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente.

E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador.

E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.

E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão.


Chama a atenção alguns destaques no relato sagrado promovidos pelo Espírito Santo na presente mensagem, e no item "6", vamos demonstrar a presença de uma mensagem subliminar na canção "Faz um Milagre em mim", como abaixo:



1- Zaqueu era chefe dos publicanos;

2- Zaqueu era rico;

3- Zaqueu subiu numa Figueira BRAVA ;

4 - Jesus manda Zaqueu descer da Figueira;

5- Zaqueu toma a decisão correta para que ocorra o seu Novo nascimento;

6- Uma Mensagem subliminar na canção: “Faz um Milagre em Mim.



Ao examinar o texto em questão, encontramos no primeiro momento uma carência de lógica que associada aos destaques acima citados, nos leva a concluir que, existe aí mais uma parábola, que nesse caso, não se consubstancia numa simples narração alegórica, mas no registro de um fato vivido e inquestionável.

Ao aprofundar no assunto, se chega a algumas preciosas conclusões:


1 - ZAQUEU ERA CHEFE DOS PUBLICANOS:


De início, vale dizer que os publicanos eram coletores de impostos e tinham uma péssima reputação sendo detestados pelos compatriotas, pois, muitas vezes, cobravam ao povo mais do que deviam extorquindo seus próprios irmãos pátrios, em benefício de um governo estrangeiro que tanto lhes oprimia, O Império Romano.

Essa conduta odiosa lhes conferia adjetivos como: Ladrões, traidores, etc, eram excluídos das Sinagogas pela sociedade Judaica, cuja desonra, se estendia inclusive aos seus familiares.

João Batista advertiu a alguns publicanos que foram se batizar, e lhe perguntaram o que deviam fazer:


Disse João:


“Não cobrais mais do que vos está ordenado”. Lc 3.12-13


Esse ódio da classe nobre judaica pelos cobradores de impostos conferiu ao Senhor, em várias passagens nos evangelhos, intensas críticas por entrar em suas casas, sentar com eles à mesa e deles se fazer amigo.

Eles eram considerados pela classe mais nobre, fariseus, escribas e doutores da lei como a “ralé” da sociedade, comparados as meretrizes e prostitutas, para os quais o inferno era o destino inevitável, estando irremediavelmente perdidos o que lhes rendeu uma dura advertência do Senhor, vejam:


“Os Publicanos e as Meretrizes entrarão à frente de vós no reino de Deus”. Mt. 21.32-33:


Ou seja: “Aqueles que vocês dizem que estão perdidos, entrarão a frente de vós no reino de Deus”.


Zaqueu, cujo nome significa “aquele que é puro”, contradizendo a sua conduta, incorporava de fato esse perfil rasteiro, inescrupuloso e com certeza isso não lhe incomodava nem um pouco.

A ganância e a avareza eram companheiras inseparáveis desse judeu, pelo menos até o dia em que conheceu de fato Jesus Cristo, tendo praticamente confessado seu comportamento ilícito e desonroso quando declarou ao Senhor: “...e se em alguma coisa tenho defraudado a alguém, restituo quadruplicado”.

Pode se dizer então que Zaqueu era um homem totalmente do mal, como se costuma definir aqueles que se distanciam dos bons costumes, e margeiam aos melhores preceitos sociais.

Pelo perfil definido no texto sagrado, não dá para achar que Zaqueu era um necessitado, coitadinho bem intencionado querendo ver Jesus. De fato esse não era o perfil daquele Publicano.


2 - ZAQUEU ERA RICO:


Para que o Escrito Sagrado fizesse esse destaque, ao definir o Publicano, isso nos leva a crer que se tratava de fato de um homem rico, e considerando a atividade que exercia e o perfil dos integrantes dessa classe como definido no item precedente, pode se concluir que Zaqueu como chefe dos cobradores de impostos, reuniu um significativo patrimônio financeiro, tendo enriquecido ilicitamente a custa, até quem sabe, da miséria de seus compatriotas, de quem não tinha certamente a menor compaixão.

A busca pelo conteúdo implícito nos força trabalhar a imaginação e proceder algumas considerações, inclusive confrontando com outros textos sagrados, sem tolerar qualquer modificação, no texto original, assim vejamos:


Se Zaqueu era um homem rico, e pelo visto, era riquíssimo, porque teria ele de subir numa árvore para ver Jesus, se essa tarefa lhe seria possível de outra forma indo facilmente em qualquer lugar, onde o Senhor estivesse?

Certamente Zaqueu tinha em sua propriedade e a sua disposição, ou poderia ter quando bem quisesse em face de sua confortável condição financeira, o animal ou o veículo mais moderno da época que lhe possibilitasse percorrer longas distâncias ou superar os acessos mais difíceis, em busca do encontro com o Senhor antes que a multidão se apresentasse, e assim estar com o Mestre primeiro do que qualquer pessoa do povo.

Logo, em princípio, não haveria necessidade e nem a pressa de ver Jesus da forma como relata o texto sagrado.

A explicação de que tal atitude de Zaqueu se deveu ao fato de ter ele, pequena estatura, e que por conta disso não conseguiria superar a multidão, surge num primeiro momento como sendo também de pouca lógica, mas de qualquer forma, não obstrui a busca por um ensinamento ainda maior e, na verdade, o principal.

Examinemos a Seguir outro relato bíblico, buscando robustecer o entendimento de que existe na passagem do Publicano Zaqueu, de fato uma parábola. Vejamos:



E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava.

E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue,

e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior;

Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste. Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei.


Esse texto nos fala de UMA MULHER que tinha um fluxo de sangue, e que diferentemente de Zaqueu, ESTAVA POBRE E DOENTE, pois havia perdido tudo com os médicos, tentando curar sua enfermidade.

Ora, nesse caso, embora se trate de uma mulher, o que lhe conferia certa desvantagem em relação ao homem no desempenho de algumas atividades, por questões óbvias, como romper uma multidão, por exemplo, a enferma não somente conseguiu vencer o aglomerado de pessoas e ver Jesus, mas também conseguiu tocar no Senhor.

A dificuldade daquela Mulher se multiplica em relação a Zaqueu, quando verificamos que ela além de ser uma pessoa do sexo feminino, ainda estava com a saúde fragilizada devido a uma grave enfermidade.

Nada obstante, essa Mulher enferma, por isso fragilizada e muito debilitada, conseguiu superar a multidão e até tocar no Senhor enquanto que para Zaqueu, UM HOMEM RICO E CHEIO DE SAÚDE, essa mesma multidão, era um obstáculo insuperável, que o impedia de ver ao Senhor.

Conclui-se daí que A mulher queria ver de fato ao Senhor, entendia que precisava de Jesus, mas o interesse de Zaqueu em ver ao Senhor era apenas burocrático, puramente material, nada além de uma mera curiosidade.

Tais contradições nos levam a entender que existe de fato um ensino maior implícito no conteúdo do texto Sagrado, relatando a Passagem Bíblica de ZAQUEU, sem o menor prejuízo ou supressão do registro histórico, que está absolutamente incorporado à realidade dos acontecimentos.


Entendo então que o Espírito Santo por divina providência plantou muitos anos antes e cultivou naquele caminho, exatamente onde o Jesus ia passar uma Figueira brava, para que Zaqueu no dia definido, nela subisse, sendo tudo previamente planejado pela onisciência do Senhor, para que dali fosse extraído um precioso ensinamento para nossa orientação, que transcende em muito aos limites do relato apresentado.


Vamos examinar agora as particularidades sobre a Figueira brava.


3 - ZAQUEU SUBIU NUMA FIGUEIRA BRAVA:


Vamos nos ater aqui apenas as definições bíblicas.

O Escrito Sagrado faz questão de frisar que Zaqueu subiu numa Figueira, e essa Figueira era brava.

Ora, porque numa Figueira brava? Resposta: Simplesmente porque tinha de ser numa Figueira brava.

Para a aplicação do importante ensino, Zaqueu não poderia ter subido em qualquer outra espécie arbórea.

Zaqueu não poderia ter subido numa Goiabeira, ou Mangueira, ou Figueira boa, etc. porque afinal, a Figueira brava tem um simbolismo todo especial e distinto de qualquer outra espécie, simbolismo esse que explica de forma clara todo o conteúdo do texto e é desse simbolismo que surgirá a orientação sagrada que buscamos.

Logo, Zaqueu tinha de subir numa figueira BRAVA.


Vamos então definir biblicamente a Figueira:


Essa espécie da flora terrestre – a Figueira - simboliza a Nação de Israel, além de outras espécies como a Oliveira, a Videira, e também a Romanzeira.

Representando a Nação de Israel nos socorrem os seguintes textos bíblicos:

Deus, o Senhor, diz:"Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias da Figueira nova... Os. 9.10

"Aprendei, pois, a parábola da Figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão" (Mt 24.32-35).

Nesse texto de Mateus 24.32-35 o Escrito Sagrado nos informa sobre o retorno de Israel às suas fronteiras em 1948 quando ocorre o renovo da Figueira, sendo este um forte sinal da segunda vinda do Senhor.

Além desses ensinos, a Figueira nos fala de Cristo como Salvação para o pecador e do Israel de Deus, que transcende à nação física do Estado de Israel. Vejamos:


Adão e Eva se utilizaram de folhas de Figueira, para cobrir sua nudez, uma figura de Cristo:


"Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueiras e fizeram cintas para si." Gn. 3.7:


Isaías utilizou pasta de figos para curar Ezequias, outra figura de Cristo:


Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de figos. E a tomaram, e a puseram sobre a chaga; e ele sarou. II R 20.7


Aqui Isaías nos fala do Filho de Deus, do Israel de Deus – Jesus Cristo a Figueira santa.


E me disse: Tu és meu servo, ÉS ISRAEL, aquele por quem hei de ser glorificado. Is. 49.3


Aqui João nos fala que todos em Cristo são filhos de Deus, logo também são figueiras:


Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Jô 1.12


O Senhor amaldiçoou Figueira infrutífera, falando-nos do crente que não produz: Mt. 21. 18-22.


A parábola da Figueira estéril fala-nos também do crente que não produz: Lc 13. 6-9.


Com essas informações mostramos que a Figueira simboliza a Nação de Israel, Cristo e o Israel de Deus que são os crentes, mas obviamente, essa é a Figueira boa, do bem, é aquela que produz bons frutos.

Nesse caso então porque a Palavra do Senhor faz questão de dizer que Zaqueu subiu numa Figueira Brava?

A explicação agora fica fácil, vejamos:


Se a Figueira boa ou do bem, aquela que produz bons frutos se refere ao Israel de Deus, ou as pessoas que já tiveram um encontro com Jesus, logo concluímos que a Figueira brava, aquela que produz maus frutos ou frutos impróprios para o consumo se refere ao ser humano que ainda não teve um encontro com Jesus, simbolizando o homem perdido e sem Deus.





"Os tijolos caíram, mas nós reconstruiremos com pedras lavradas; as figueiras bravas foram derrubadas, mas nós as substituiremos por cedros". Isaías - 9:10



Assim:

A FIGUEIRA BOA REPRESENTA O ISRAEL DE DEUS, A TODOS QUE JÁ TIVERAM UM ENCONTRO COM CRISTO.


A FIGUEIRA BRAVA REPRESENTA TODO HOMEM SEM DEUS, OU SEJA: A FIGUEIRA BRAVA É O PRÓPRIO PECADOR QUE AINDA NÃO SE CONVERTEU.


Deriva-se daí então que ZAQUEU ERA A PRÓPRIA FIGUEIRA BRAVA, e o seu espírito sem Deus, envolvido com tantas falcatruas e outras tantas ilegalidades, enriquecendo-se de forma ilícita, mais o orgulho e a vaidade de ser um homem muito rico, buscava a qualquer a custo adquirir a bênção da salvação, quem sabe até pensando em comprá-la utilizando-se de seu fabuloso patrimônio financeiro, e esse era o motivo pelo qual aquele Publicano queria ver Jesus.


Eis aí como entendo o “SUBIR NA FIGUEIRA BRAVA”.


O espírito de Zaqueu subiu na vaidade de um homem rico, no orgulho que confere ao homem sem Deus, a condição financeira confortável, a ambição desenfreada que busca comprar tudo que bem quiser com o seu dinheiro, e nesse caso, com o seu dinheiro sujo.

Prosseguindo no exame do texto sagrado, vemos que o Senhor imediatamente orientou a Zaqueu:


4 - JESUS MANDA ZAQUEU DESCER DA FIGUEIRA:


Aqui o Senhor nos revela de vez qual é o ensino que quer nos passar com o relato sobre a história de Zaqueu.


“Zaqueu, desça depressa (Lc 19.5)”. Eis a orientação do Senhor.


Desça do seu orgulho, da sua vaidade, da sua forma ilícita de proceder, seja humilde, seja honesto, viva com dignidade, pois, somente dessa forma você conseguirá me ver.

Eis a direção do Senhor: Zaqueu desça depressa de sua Figueira brava. Luiz, Antônio, João, Maria, Marta, etc, vocês que ainda não tiveram um encontro com o Senhor:


DESÇAM DEPRESSA DE SUAS FIGUEIRAS BRAVAS, POIS, EM SUAS CASAS O SENHOR QUER POUSAR.


Vejamos agora outros textos sagrados que corroboram com esse entendimento:


A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo:

Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.

E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas,

Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.

Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. Jr. 18.1-6.



Aí está outro ensino que confirma a direção do estudo.


O homem precisa DEIXAR SUA FIGUEIRA BRAVA E DESCER A CASA DO OLEIRO, e lá sua velha natureza será quebrada, com a renúncia absoluta do orgulho, da vaidade, e de tantos outros hábitos impuros e prioridades inúteis que danificaram o seu caráter e aí o Oleiro fará um vaso novo, puro e santo, agora comandado pelas pegadas do Senhor.


Mas onde está a Casa do Oleiro? Vejamos a resposta sagrada:


Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,

Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;

E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Fil. 2. 6-9



O Filho do Deus Altíssimo Desceu das alturas, de sua vida de glórias e honras, para se encontrar com o homem no lugar mais vil e mais baixo possível. A CRUZ DO CALVÁRIO.


Aí está a Casa do Oleiro, o lugar onde o Ser humano começa a ser forjado após receber o novo nascimento. A CRUZ DO CALVÁRIO.


Todo homem sem Deus somente conseguirá ver a Jesus e com Ele se encontrar na CRUZ DO CALVÁRIO.


NOTEM QUE JESUS DESCEU DE SUA GLÓRIA VERDADEIRA E ETERNA PARA SE ENCONTRAR COM O HOMEM. O SENHOR DÁ O EXEMPLO E DIZ: DESÇA DA FIGUEIRA BRAVA.

O HOMEM PRECISA DESCER DE SUA GLÓRIA DE ILUSÃO, DO SEU EU, DE SUAS MENTIRAS E ABRIR MÃO DE SEU TESOURO ENGANOSO PARA SE ENCONTRAR COM JESUS NA CRUZ DO CALVÁRIO.




5 - A DECISÃO : ZAQUEU FINALMENTE DESCE DA FIGUEIRA BRAVA:


Pelo perfil do cobrador de impostos, pode se acreditar que num primeiro momento o interesse de Zaqueu em ver Jesus, se resumia a propósitos de natureza material, tipo: Quem seria esse homem tão importante que todos acompanham e de quem tanto falam? Será ele um homem rico? Será mais rico do que eu? Pois, afinal, Zaqueu somente tinha olhos para as coisas materiais.

Assim, querendo ver Jesus, “de longe e não de perto”, procurou então subir (para ele) numa árvore qualquer, sem ter a menor importância a espécie arbórea, mas o Criador, o encaminhou para uma Figueira brava, providencialmente ali cultivada, por obra do Espírito Santo, para que dessa Passagem Bíblica nos viesse um importante ensinamento.

Em que pese a intenção absolutamente distante do Publicano, a atitude do Senhor Jesus o deixou muito surpreso.

O Senhor, sem jamais ter visto Zaqueu e sem o conhecer, do meio da multidão se virou e o chamou pelo nome: Zaqueu desce depressa, pois, em sua casa me convém pousar. Exatamente como está fazendo com todo Pecador ( Todas as figueiras bravas) 24 h por dia.

Intrigado e extremamente curioso com a atitude de Jesus, certamente questionando a si mesmo: Como ele me viu antes que eu o visse? Como sabe meu nome? O Publicano desceu daquela árvore, vendo ainda um homem diferente, estranho, e recebeu Jesus com alegria em sua Casa.

Uma vez em casa de Zaqueu, posso até imaginar àquele pecador perplexo atento, sem dizer nada e ouvindo cada palavra, do Senhor, mostrando a importância do Novo Nascimento e certamente ensinando a atitude correta que deveria tomar, e ai então ouve a decisão perfeita, do Publicano que a essa altura já teria se lembrado de todas as falcatruas que praticara em sua vida e agora aos pés do Senhor se prostrara arrependido, com a declaração:

E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.


Foi somente aí então que Zaqueu desceu de fato da Figueira brava, e conseguiu ver quem era o Senhor e somente a partir desse momento (e não lá quando desceu da árvore) pode ouvir a maravilhosa informação sagrada do Senhor:


E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão.



Aí está a conclusão deste estudo, relembrando que o pecador precisa descer de sua Figueira brava, deixando para trás todos os vícios da velha natureza, renunciando a todas as prioridades no universo material, se arrependendo de todos os seus maus feitos e ir ao encontro de Jesus na Cruz do calvário, pois somente dessa forma poderá ver de fato ao Senhor, não como um homem importante apenas como queria Zaqueu no início de sua carnal pretensão, mas como o redentor de sua alma, que com o Sacrifício na cruz do Calvário, possibilitou a todo pecador a vida abundante aqui na terra e a vida eterna no século vindouro.





6 - UMA MENSAGEM SUBLIMINAR NA CANÇÃO: “ faz um milagre em mim”.




Vejo nessa canção, uma preocupante mensagem SUBLIMINAR, que apresenta JESUS CRISTO, de forma INVERTIDA, no seguinte verso:


“como Zaqueu, quero subir, o mais alto que eu puder”.


Para o Pecador CRISTO NÃO ESTÁ NAS ALTURAS. Para esse o Senhor está no lugar mais baixo possível A CRUZ DO CALVÁRIO.

É extremamente importante observar que para todos que já aceitaram ao sacrifício do Senhor na Cruz do Calvário e foram redimidos pelo sangue do Cordeiro, PARA ESSES E SOMENTE PARA ESSES, REPITO SOMENTE PARA ESSES, JESUS ESTÁ NAS ALTURAS A DESTRA DO PAI INTERCEDENDO POR TODOS OS SEUS, NOS QUAIS JÁ HABITA, DESDE A CONVERSÃO.

Diga-se, porém, que, PARA O PECADOR QUE AINDA NÃO TEVE UM ENCONTRO COM O SENHOR, COMO ERA O CASO DE ZAQUEU, PARA ESSE JESUS CRISTO ESTÁ NA CRUZ DO CALVÁRIO AGUARDANDO-O ANSIOSAMENTE, BATENDO NA PORTA DE SUA CASA 24 HS POR DIA, QUERENDO ENTRAR PARA COM ELE CEAR.

O homem não pode queimar etapas.

Não se pode pretender ver e encontrar com Cristo nas alturas, aliás, foi exatamente para impedir esse “atalho” que o Senhor colocou querubins vigiando o Jardim do Éden e uma espada inflamada guardando o caminho da Árvore da vida, para não permitir que o homem se encontrasse com Jesus (A ÁRVORE DA VIDA) sem antes passar pela CRUZ DO CALVÁRIO.

Infelizmente as igrejas estão cheias de pessoas que buscam insistentemente esse "atalho", participando dos trabalhos evangelísticos, da obra e até tomando a ceia, que chegam a agredir o próprio peito com toda arrogância afirmando: "sou serva de Deus", mas vivem colecionando derrotas no seu dia-a-dia e nunca experimentaram o verdadeiro valor de quem de fato vive na presença do Senhor simplesmente porque não querem renunciar velhos hábitos, querem as bênçãos do Senhor e os deleites do mundo, querem servir a dois senhores, logo, nunca se converteram ou nunca desceram até a Cruz do Calvário.

Para se encontrar com Jesus, a Árvore da vida, ou para retornar ao Jardim do Éden (A Presença de Deus) é preciso em primeiríssimo lugar, passar pela CRUZ DO CALVÁRIO.

Referido verso, alem de caracterizar uma desobediência ao ensino de Jesus, que manda DESCER, mostra uma apologia, a conduta de Satanás, cujo modelo foi e sempre será de: “SUBIR”. Exatamente a forma inversa orientada por Cristo.

Logo, NÃO É SUBINDO que o ser humano consegue ver ao Senhor, aliás, subir sempre foi característica de Satanás. Vejamos:


E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.

Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. Is. 14.13-14


Veja a advertência do Senhor a quem quer subir:


A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra?

SE TE ELEVARES COMO ÁGUIA, E PUSERES O TEU NINHO ENTRE AS ESTRELAS, DALI EU TE DERRUBAREI, DIZ O SENHOR. OB. 1.3-4.



Veja a contradição:


A característica de Satanás é subir, se exaltar, pretender ser igual a Deus, jamais se humilhar. São assim todas as figueiras bravas(pecadores), que estão sob seu comando. Todos serão humilhados assim como o inimigo foi humilhado na cruz do Calvário. Col.2.15.

A característica de Jesus é de descer, ser humilde,sendo Deus não teve por usurpação ser igual a Deus, desceu de sua glória e veio ser igual ao homem, não reclamou, não murmurou, obedeceu sempre. São assim todos os que a Ele se achegam e seguem suas pegadas. Por isso, serão exaltados assim como Deus exaltou seu Filho.Fl. 2.9-11.


Logo, pode-se concluir que, O SENHOR de todo aquele que quer subir é Satanás, e note que, toda a invocação da música acima citada(...entra na minha casa, entra na minha vida, faz um milagre em mim,o Senhor é meu bem maior, etc), termina se reportando a esse tipo de Senhor, e não ao nosso querido e amado Salvador. Isso é extremamente sério.

Jesus Cristo é Senhor de todo aquele que procurar descer, se humilhar e passar pela Cruz do Calvário.


Depreende-se daí que, qualquer ensino que oriente de forma contrária não é de boa procedência. Jesus mandou que Zaqueu descesse da Figueira. A orientação do Senhor é “DESCER”. Não se pode em hipótese alguma desobedecer essa direção do Senhor.

Por outro lado, é de uma incoerência sem limites, pretender ser igual a Zaqueu, como se esse Publicano fosse um importante exemplo a ser seguido. Francamente, isso é desdenhar da orientação do Senhor.


Pretender ser como Zaqueu, é tudo que Satanás quer. É como se alguém dissesse: “Senhor eu vou ser um ladrão, um traidor, uma pessoa inescrupulosa só para chamar a sua atenção”.

NÃO, NÃO, NÃO,... É EXATAMENTE O INVERSO:


“SENHOR EU VOU ME HUMILHAR, RECONHECER MEUS ERROS, ME RENDER AOS SEUS PÉS”.

ISSO SIM COMOVE AO CORAÇÃO DO SENHOR E DE FATO CHAMA A SUA ATENÇÃO.

Ora, onde estarão registrados nas Escrituras, fatos demonstrando que o pecador chama a atenção de Deus?

O que vemos é exatamente o contrário. É Deus quem chama a atenção do Pecador (I João 4.10,19; Rm. 5.8 ; João 3.16 e 15.16).

Como pretender chamar a atenção de alguém que está atento 24 hs por dia.

Jesus não olhou para Zaqueu porque ele subiu numa árvore, aliás, o Senhor se dirigiu a Zaqueu sem que ele o localizasse no meio da multidão, sem que ao menos o Publicano percebesse a presença do Filho de Deus.

O Senhor olhou para o Zaqueu exatamente como está olhando para todas as figueiras bravas (todo pecador), o tempo todo, esteja ela sobre uma árvore, ou no fundo do mar, ou voando nos ares,.ou na extremidade dos mares.

A ordem já foi dada- Desça Zaqueu.

Logo, pretender subir para ver Jesus é afrontar e desobedecer aos ensinos do Senhor. É vender uma imagem invertida do Senhor. É fazer apologia a Satanás.

Com certeza, o autor da letra dessa canção, produziu esse trabalho com a melhor das intenções, no entanto o astuto inimigo, se aproveitando da falta de conhecimento inseriu na mensagem uma semente maligna e vive dando gargalhadas, toda vez que essa música é exibida.

É importante observar que, uma simples alteração no primeiro verso da canção poderia mudar totalmente seu sentido, exemplo:

Se ao invés de: "Como Zaqueu, quero subir o mais alto que eu puder..."

o autor escrevesse: "Como Davi, vou me humilhar" ou "como José, vou obedecer", etc..).

Com tais mudanças, a música ganharia um amplo sentido de verdadeira adoração e genuíno louvor ao nosso Salvador, e perderia de vez a mensagem subliminar que aqui demonstramos.

Não me estranha o fato de ter essa canção, alcançado índices de vendagens inéditos, com mais de 2 milhões de cópias vendidas, enquanto que os louvores gospel que oferecem genuínas mensagens de louvor e adoração à Palavra de Deus, muito raras vezes conseguem chegar a marca de 500 mil cópias vendidas.

A explicação é simples:


Apresentando um JESUS INVERTIDO e INVERTENDO AS ORIENTAÇÕES SAGRADAS, O inimigo se beneficia, não se opõe e até ajuda a divulgar, enquanto se torna um ferrenho combatente de tudo que busca ao genuíno ensino sagrado que de fato enaltece ao nosso Salvador.



10 comentários:

igreja batista palavra da cruz disse...

OI IRMÃO JOAQUIM, VOCE ESTÁ BEM? GRAÇA E PAZ.
MEU IRMÃO, FIQUEI IMPRESSIONADO COM ESTE ESCLARECIMENTO. MUITO BOM ESTE ARTIGO E CONFESSO QUE APRENDI MUITO. CONTINUE SEMPRE ASSIM, PORQUE SEMPRE EU VOU VISITÁ-LO OK.
DEUS TE ABENÇOE E LHE CONCEDA SEMPRE SABEDORIA EM SUAS POSTAGENS.
FICA NA PAZ DO SENHOR.
IRMÃO CLAUDIO MORANDI.

Joaquim José Tinoco de Oliveira disse...

Olá irmãos Joseval Oliveira e Claudio Morandi, agradeço-lhes pelo comentário.

Que as bênçãos do Criador estejam sobre suas vidas.

Um forte abraço

Fonte de Água Viva disse...

Paz irmão em Cristo.
Vim visitar seu blog e me tornei seguidor do mesmo.
Gostei de sua explanação sobre esse assunto. Em verdade a Bíblia Sagrada trás como pano de fundo ensinamentos diversos áqueles que o texto ou mesmo o contexto apresentam. Em outras palavras além da história que qualquer pessoa ao ler poderá entendê-la, por trás desta história Deus em sua infinita bondade quer que seus filhos venham conhecê-lo no intimo, bem como conhecer a Palavra aplicada no dia a dia. Sempre haverá por trás de uma passagem biblica um ensinamento para conduta do ser humano. É disso que precisamos que estudos mais apronfundados da Palavra de Deus possam vir ao conhecimento de todos.
Fique na Paz de Cristo.

Marcelo Oliveira disse...

Ótimo texto, irmão!
Que Deus continue usando a sua vida!

Joaquim José Tinoco de Oliveira disse...

Irmãos, Fonte de Água Viva Marcelo Oliveira grato pelo comentário.

Deus abençoe suas vidas e seus ministérios.

um forte abraço

Methodist news disse...

Esse é um problema atual, os chamados Levitas cantam o tempo todo, quase não há mais tempo para a ministração da Palavra. E ninguém faz uma revisão na letra, porque muitos conjuntos, bandas e equipe de louvor são independentes. Já analisou: A marca da promessa, Não há Deus maior, Deus de perto e não de longe, até mesmo em hinário antigos já ouvi um hino que falava "Ah que saudades que tenho de Sião, dos ceus etc. Música é tão importante que vale o pastor dá uma olhada nas letras. Mas se rima, se faz sucesso, então tem unção etc. e ninguém segura.

André disse...

Paz irmão Joaquim,definitivamente foi muito boa esta interpretação varão, a cada dia que passo eu aprendo mais e mais com os meus irmão em Cristo que o Senhor continue lhe dando muita inspiração para fazer postagens com essa fica na Paz

Joaquim José Tinoco de Oliveira disse...

Amados irmãos da Methodist e André, agradeço-lhes efusivamente pelos comentário.

Deus os abençoe a vcs e aos seus ministérios.

Um forte abraço

ivone disse...

bom dia,querido irmão,fiquei impressionada e feliz com a ilustração desta menssagn,realmente fica mto claro como Deus deixou em sua palavra tesouros escondidos,nos dando a entender como e importante o interesse genuino pelos segredos que ele tem a nos revelar,a tempos eu vinha com algumas perguntas sobre esta passagn das escrituras sagradas,e claro que achei a resposta atravez da sua ilustração que foi dirigida pelo Espirito Santo.DEUS SEJA LOUVADO.GRAÇA E PAZ.

Joaquim José Tinoco de Oliveira disse...

Irmã Ivone,

Agradeço de coração o forte comentário.

Um forte abraço